Sou chato, mas continuo avisando

Posted February 2, 2010

Artigo de Benjamin Steinbruch na Folha nos faz pensar


"A tendência de recuperação interna brasileira continua no radar de 2010. Nada contra. Mas é interessante observar que, nesse clima de expectativas positivas, começam a surgir no cenário mundial as primeiras profecias apocalípticas do pós-crise.

A mais tenebrosa dessas profecias se refere à China e vem na esteira de recentes medidas de elevação dos juros dos títulos públicos e restrição do crédito. Enquanto a China caminhar em passos largos, o esfriamento dos EUA e da Europa será compensado. Principalmente para o Brasil, pois os chineses são grandes consumidores de nossas matérias-primas.

As profecias apocalípticas porém, colocam dúvida exatamente sobre o ritmo chinês, ameaçado pela inflação e por uma bolha imobiliária.

O economista Richard Duncan diz que a China tem poucas chances de manter a cadência acelerada.Para atender à demanda crescente de seus manufaturados, a China trabalhou com farta distribuição de crédito e entrada de capitais destinados a investimentos industriais. Instalou, dessa forma, uma enorme capacidade de produção manufatureira, voltada para o mercado externo, que agora cortou a demanda.

A aposta apocalíptica do economista Duncan é que a China não conseguirá estimular o consumo interno a ponto de ocupar toda a capacidade de seu parque industrial. Os salários são ainda muito baixos e não há como aumentá-los sem risco inflacionário. O resultado disso seria um forte desaquecimento chinês."


Nota do editor do blog: a única coisa que resta ao Brasil, diante de tal perspectiva é rezar,  pois uma política irresponsável de gestão de gastos públicos fez nossas chances de aproveitarmos a oportunidade de nos firmarmos como potência irem para o brejo, pois não investimos em infra-estrutura e logística, nem massificamos a educação de excelência, além de relegarmos a questão do planejamento familiar. 


Mais uma vez o Brasil continua adormecido e vivendo de aparência, devido a governos populistas e perdulários, que serão julgados devidamente pela História.

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