Artigo de Benjamin Steinbruch na Folha nos faz pensar
"A tendência de recuperação interna brasileira continua no radar de 2010. Nada contra. Mas é interessante observar que, nesse clima de expectativas positivas, começam a surgir no cenário mundial as primeiras profecias apocalípticas do pós-crise.
A mais tenebrosa dessas profecias se refere à China e vem na esteira de recentes medidas de elevação dos juros dos títulos públicos e restrição do crédito. Enquanto a China caminhar em passos largos, o esfriamento dos EUA e da Europa será compensado. Principalmente para o Brasil, pois os chineses são grandes consumidores de nossas matérias-primas.
As profecias apocalípticas porém, colocam dúvida exatamente sobre o ritmo chinês, ameaçado pela inflação e por uma bolha imobiliária.
O economista Richard Duncan diz que a China tem poucas chances de manter a cadência acelerada.Para atender à demanda crescente de seus manufaturados, a China trabalhou com farta distribuição de crédito e entrada de capitais destinados a investimentos industriais. Instalou, dessa forma, uma enorme capacidade de produção manufatureira, voltada para o mercado externo, que agora cortou a demanda.
A aposta apocalíptica do economista Duncan é que a China não conseguirá estimular o consumo interno a ponto de ocupar toda a capacidade de seu parque industrial. Os salários são ainda muito baixos e não há como aumentá-los sem risco inflacionário. O resultado disso seria um forte desaquecimento chinês."
Nota do editor do blog: a única coisa que resta ao Brasil, diante de tal perspectiva é rezar, pois uma política irresponsável de gestão de gastos públicos fez nossas chances de aproveitarmos a oportunidade de nos firmarmos como potência irem para o brejo, pois não investimos em infra-estrutura e logística, nem massificamos a educação de excelência, além de relegarmos a questão do planejamento familiar.
Mais uma vez o Brasil continua adormecido e vivendo de aparência, devido a governos populistas e perdulários, que serão julgados devidamente pela História.